Dia Nacional do Surdo: A Importância da Conscientização, Acessibilidade e Inclusão

Entenda o significado do Setembro Azul e como o diagnóstico precoce e a tecnologia assistiva transformam a qualidade de vida.

SAÚDE E BEM ESTAR

Marcio Ademar Santos de Borba (CRFa 7: 10889)

9/8/20262 min read

Setembro Azul
Setembro Azul

No dia 26 de setembro, celebra-se o Dia Nacional do Surdo, uma data marcante para a comunidade surda no Brasil. A escolha do dia remete à fundação do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), em 1857, no Rio de Janeiro, a primeira escola para surdos do país.

Durante todo o mês de setembro — conhecido como Setembro Azul —, realizam-se ações voltadas para o reconhecimento da cultura surda, a luta por direitos de acessibilidade e a conscientização sobre a diversidade das experiências auditivas.

Diversidade e Caminhos da Comunicação

A perda auditiva se manifesta de formas e graus variados (leve, moderada, severa ou profunda), e a trajetória de cada pessoa é única:

  • Comunidade e Cultura Surda: Para muitos, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é a primeira língua e o pilar central de sua identidade cultural e social.

  • Usuários de Tecnologia Assistiva: Muitas pessoas com deficiência auditiva optam pela reabilitação por meio do uso de aparelhos auditivos ou implantes cocleares, buscando manter ou recuperar o acesso aos estímulos sonoros.

O respeito à escolha individual de comunicação é a chave para uma verdadeira inclusão social.

A Importância do Diagnóstico Precoce

Identificar a perda auditiva o quanto antes é fundamental em todas as fases da vida:

  1. Na Infância: O diagnóstico precoce permite o desenvolvimento adequado da linguagem (seja sinalizada ou oral) e previne atrasos no aprendizado escolar.

  2. Na Vida Adulta e Terceira Idade: Evita o isolamento social, melhora a comunicação no trabalho e na família, e preserva a saúde cognitiva.

Promovendo a Acessibilidade no Dia a Dia

A inclusão não depende apenas da pessoa surda ou com deficiência auditiva, mas de toda a sociedade. Algumas práticas essenciais incluem:

  • Comunicação Clara: Ao falar com alguém com perda auditiva que realiza leitura orofacial, mantenha o rosto visível, fale em ritmo natural e sem exagerar nos movimentos labiais.

  • Acessibilidade Digital e Presencial: Incentive a presença de intérpretes de Libras, legendas em vídeos e sinalização visual adequada.

  • Acompanhamento Profissional: Realize exames auditivos periódicos para monitorar a saúde da audição.

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Sobre o Autor

Marcio Ademar Santos de Borba (CRFa 7: 10889) é fonoaudiólogo e responsável técnico pela ClassiSom Aparelhos Auditivos. Especialista em reabilitação auditiva, dedica sua trajetória clínica ao atendimento personalizado e humanizado de pacientes em Porto Alegre/RS.